A cena psicodélica do Zâmbia
Se há uma coisa que me irrita deveras é a falta de vontade de alguns indivíduos ditos “intelectuais” e que “sabem tudo” em conhecerem a cultura africana, que muitos deles teimam em dizer que não existe. Tartufice pura! Não só existe como possui coisas boas. Só um pouco de boa vontade pra descobri-las. E uma delas vamos comentar hoje.
Vou jogar as informações no ar pelo que eu pesquei há algum tempo. Durante os anos 70, alguns discos de rock chegavam em países africanos, seja por parte dos remanescentes da neocolonização, seja por parte do exército, ou pra comércio mesmo. Nesse meio tempo, houve uma explosão de rock psicodélico, mais precisamente no Zâmbia. Duas bandas se destacaram: o The Peace e o Amanaz.
Não se sabe ao certo quando o The Peace lançou seu álbum Black Power. Sabe-se que foi nos anos 70, mas não sabem precisar o ano. A banda surgiu na cidade de Ndola, na província de Copperbelt, uma importante zona de minério do país (Copperbelt, aliás, significa “cinturão de cobre”, devido à abundância do minério nessa região).
Segundo os boatos, a banda teria se formado no cerne da aeronáutica do Zâmbia, mas não se sabe até onde isso é verdade. O que se sabe é que, antes de se tornar The Peace, a banda teve outro nome anteriormente: The Boyfriends.
Ao gravarem o disco, os quatro componentes (suponho que sejam quatro) prensaram quinhentas míseras cópias do álbum, que depois se espalhou pelo mundo. O som da gravação é abafado, e com alguns ruídos, talvez devido ao equipamento precário do estúdio na época. Mas nota-se claramente arranjos de qualidade, muito bem elaborados.
Não se sabe que fim levaram os integrantes do grupo. A bem da verdade, descobri apenas o nome do produtor do álbum, que se chama Edward Khuzwayo. Infelizmente, as fontes do álbum são bem escassas. Em breve, posto link pra vocês baixarem. Desde já, recomendo.
Já o Amanaz surgiu da união de diversas bandas locais, em Kitwe, no norte do Zâmbia. Lançaram um único disco também, o Africa, em 1973. Há quem diga que o som deles é semelhante ao som do trio BLO, que surgiu na Nigéria. Eu respeito opiniões, mas discordo veementemente. O grupo parece ter um som mais encorpado que o The Peace, e algumas músicas até são cantadas em idioma nativo, o Bantu. A guitarra surge muito bem nas canções, e as batidas percussivas, bem como os arranjos de cordas, lembram muitos elementos africanos.
Recomendo também esse Africa.
E desde já, peço desculpas pelo atraso do post e pela pesquisa limitada, mas banda obscura é assim mesmo: difícil pra cacete de encontrar informação.
Assim que achar, posto links de downloads dos álbuns pra vocês.
Por ora é isso.
Um abraço!
Escrito por Fred
Escrito por Fred
Escrito por Fred
Antes tarde, do que mais tarde cá estou outra vez para trazer a todos mais do mesmo: cultura pop enlatada e notícias diversas sobre um universo mais diverso ainda! Bom, vamos ao que interessa.
Rá, mas não é isso o que interessa. Ao menos não a esse post. O COWABANGA! vem por meio deste comunicar que além dos diretores, o pessoal de Holywood fechou também os atores principais do filme. O papel do repórter magricelo, com uma queda pelo imperialismo e expert em confusões (e viva a sessão da Tarde) ficou com, ta ta ta, o também magricelo Jamie Bell. Mais conhecido por ter protagonizado o filme Billy Elliot (2000), Bell será acompanhado pelo James Bond loiro, Daniel Craig, que interpretará o vilão Rackham, o Terrível e por Andy Serkis, o Gollum de O Senhor dos Anéis.
* Momento almanaque. Segundo o documentário 
