Dupla mortífera

27/11/2007

Poucos filmes de Hollywood conseguiram lançar continuações para um sucesso. Menos deles conseguiram manter os mesmos atores para essas continuações. E menos deles ainda conseguiram manter o entrosamento e a mesma fórmula, sem decepcionar o público. E raros ainda são aqueles em que uma dupla se deu tão bem na história dos longas de ação. E vou parar o afunilamento, porque vocês já sabem onde quero chegar.

Roger Murtaugh (Danny Glover) é um sargento renomado da Polícia de Nova York (Nova York? Esqueci-me agora da cidade deles, mas creio que é essa). Pacato, sempre prefere resolver os casos na base da conversa. Só mata se achar realmente necessário. Tem família, uma casinha branca e ganha bem.

Martin Riggs (Mel Gibson) tinha tudo para ser como seu futuro parceiro Roger. Mas perdeu a mulher em um acidente, foi morar em um trailer e seu único amigo é um cachorro. Caminha nu em sua apertada morada e, deprimido, noite após noite pensa em se matar. Escolhe uma bala para a ocasião que ele ache especial. Seu jeito de fazer justiça é simples: ele mata e depois pergunta. Nada mal para quem está em seu limite de sanidade.

Ambos nunca se viram na polícia. E do nada se conhecem, pois são recrutados para resolverem um caso de tráfico internacional. Forma-se naquele momento uma das maiores duplas policiais dos filmes do gênero.

A fórmula perfeita de Máquina Mortífera não é nem um pouco complexa. Ela só junta dois policiais completamente diferentes em uma missão complicada e taca uma pitada um tanto exagerada de humor. Deu certo nos anos 80 e 90. Mel Gibson, antes de virar pastor e com seus mullets oitentistas, tem uma atuação impecável no primeiro filme da série. Além disso, à medida em que o filme ganha uma continuação, acrescentam um novo ator ou atriz, que nunca decepcionam.

Vocês lembram? No segundo longa, Joe Pesci dá as caras como Leo, um atrapalhado amigo de Roger. No terceiro, é a vez da bela Rene Russo aparecer, no papel de Lorna, uma policial que vai assumir um romance com Riggs. E no quarto, a aparição do oriental Jet Li, um vilão que vai dar muito trabalho para a dupla.

Certamente o filme que mais me marcou foi o terceiro. Nele que conheci Roger e Riggs. A primeira cena é inesquecível. A dupla vai para um prédio onde existe uma bomba. Ela vai explodir em dez minutos, e eles decidem desarmá-la. Alguns pedaços do diálogo:

– Riggs, espera! Falta oito minutos e trinta e dois segundos pra bomba explodir. Dá pra esperar o esquadrão antibomba, tomar um capuccino…
– E se não chegar? Vamos, eu acho que é o fio azul. Sempre é o fio azul.
– E se for o vermelho?
– Então a gente corta o vermelho agora, ora.

Lá pelas tantas, Riggs corta o fio vermelho e a contagem regressiva da bomba acelera. Há um gato perto deles.

– Ahn… Roger…
– Que é?
– Pega o gato!!!!
– Pegar o gato?????

Ou então o diálogo sobre a palavra “Valeu”. Riggs define:

– Valeu, ué. Começa com V, tem L no meio e U no final.

Só para se ter uma idéia de como o público gostou tanto da série, o primeiro filme data de 1987. O quarto filme, de 11 anos depois. Com os atores no mesmo entrosamento.

Infelizmente, não veremos uma continuação dele. O motivo fica justificado pela célebre frase de Roger:

– Eu estou velho demais para essas coisas…

Mas ainda assim, é sempre bom revê-los e lembrar que, algum dia, os filmes e os atores já foram geniais. Criatividade que hoje só vemos aos lampejos.

Postado por Fred


Top 10: Bordões

25/11/2007

bordão
[Do lat. vulg. burdone, 'mula'.]
S. m. Palavra ou frase que se repete a cada passo na conversa ou na escrita.

(Bem) depois de lhes trazer a lista dos 10 melhores personagens, chega a hora dos 10 melhores bordões da ficção (pós-)moderna, escolhidos de forma absolutamente pessoal e arbitrária pelo nosso comitê (de uma só pessoa).

10. “Para o alto e avante!”
Superman
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Na verdade, tenho minhas dúvidas quanto ao fato de o Superman já ter dito esta frase alguma vez nos quadrinhos, na TV ou no cinema. De qualquer maneira, a frase popularizou-se na radiodramaturgia, sendo usada sempre antes dos momentos em que o Homem de Aço iria voar nas audioficções. Uma expressão como essa, a mais famosa associada ao (talvez) personagem mais famoso de todos, não poderia deixar de estar nesta lista.

9. “Pela união dos seus poderes, eu sou o Capitão Planeta! (Vai, Planeta!)”
Capitão Planeta e os Planeteiros
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“Vamos unir nossos poderes! Terra! Fogo! Vento! Água! Coração!”. Quem nunca gritou essas palavras junto com os amigos e encenou o surgimento do Capitão Planeta no meio de uma aula chata em pleno 3º ano do Ensino Médio? Peraí… Vocês não?!

8. “Super-Gêmeos, ativar!”
Zan e Jayna, os Super-Gêmeos da série animada Super-Amigos
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Dois dos heróis mais esdrúxulos de todos os tempos. O grito deles na hora de usarem seus poderes era tão… Peculiar. Difícil não lembrá-lo. Mas a melhor parte ainda vinha depois, com falas parecidas com: “Forma de um urubu! Forma de um balde de gelo!”. Sério! Que poder útil! Um balde de gelo! Sensacional!

7. “Cowabanga!”
Tartarugas Ninja
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Tá… Admito que talvaz a grafia correta não seja exatamente essa. Mas isso não vem ao caso. O que importa é que o grito de comemoração das Tartarugas Ninja (seja lá como se soletre) é presença indispensável nesta lista. Nascida em um programa infantil apresentado por um (pseudo-)índio, usada pelos surfistas para expressar o prazer sentido no momento em que estavam em uma onda, a palavra foi, mais tarde, imortalizada pelas Tartarugas. Quem não se lembra do jogo para fliperama, SNES e Mega Drive, no qual, ao final de cada batalha com um dos chefões, as Tartarugas Ninja comemoravam gritando: “COWABANGA!”?

6. “Hi-Yo, Silver!”
Cavaleiro Solitário
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Acho que todo mundo que já andou a cavalo já teve vontade de gritar um “Hi-Yo, Silver!”. Mas poucos são os que sabem de onde vem a expressão. O personagem que repetia esse bordão, o dono do cavalo Silver, é o Cavaleiro Solitário, herói de faroeste norte-americano que foi conhecido
no Brasil, por muito tempo, como Zorro, devido à máscara preta que lembrava a do Zorro original.

5. “Tá na hora do pau!”
Coisa, integrante do Quarteto Fantástico
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Na revista Fantastic Four #22, de janeiro de 1964, Stan Lee criava um grito de guerra para o Coisa. A expressão tornou-se, desde então, marca registrada do membro mais carismático do Quarteto Fantástico. Bem auto-explicativo, o grito do Coisa normalmente significa que vilões irão apanhar.

4. “Espada Justiceira, dê-me a visão além do alcance!”
Lion-O, líder dos Thundercats
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Qualquer um que já tenha assistido a um episódio de Thundercats jamais esquecerá o poderoso grito de Lion, invocando o poder de sua Espada Justiceira. Saudade de brincar com a minha Espada Justiceira de plástico. Saudade dos Thundercats.

3. “Olaaaá, enfermeira!”
Yako e Wako, os irmãos Warner da série animada Animaniacs
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Ninguém resiste a uma enfermeira. Muito menos os irmãos Warner. Se bem que eles não usavam a expressão só para a enfermeira. Como muitas coisas no desenho, às vezes o uso do bordão não fazia muito sentido. E era isso que o tornava absurdamente legal.

2. “Que a Força esteja com você.”
Os Jedi de Star Wars
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Uma das frases mais famosas da história do cinema e, quiçá, da humanidade. Usada pelos Jedi, basicamente, para se despedirem uns dos outros, tornou-se marca registrada da franquia Star Wars. O original, “May the Force be with you”, faz alusão à expressão católica “May the Lord be with you”. Em Star Wars, a frase aparece, de fato, com um ar solene, quase religioso. É, sem dúvidas, um dos bordões mais legais de se usar no dia-a-dia (inclusive, como fechamento de uma reportagem de rádio).

1. “Avante, Vingadores!”
Capitão América, eterno líder dos Vingadores
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O Capitão não foi o único a gritar essa palavras, mas foi ele quem as imortalizou nos quadrinhos. Os Vingadores definitivamente não são os mesmos sem sua liderança. Chega a ser triste pensar que ficaremos um bom tempo sem gritos de “Avante, Vingadores!” na voz (ou nos balões saídos da boca) do Capitão América. Pelo menos, sabemos que um dia as coisas voltam a ser como eram. Afinal, nos quadrinhos, quem é morto sempre aparece.

Menções honrosas:

“Digo-te não!”
– Thor, o deus nórdico do trovão

“Imperius rex!”
– Namor, o príncipe sub-marino

“Hulk esmaga!”
– O Incrível Hulk

“Eu tenho a força!”
– He-Man

“É hora de morfar!”
– Power Rangers

“Scooby-doo-by-dooooo!”
– Scooby-Doo

“Em chamas!”
– Tocha Humana, integrante do Quarteto Fantástico

“Sigam-me os bons!”
– Chapolin Colorado

“Shazam!”
– Capitão Marvel

“Espada Olímpica! Corte transversal!”
– Jiraya

“Por Tutatis!”
– Astérix

“O que é que há, velhinho?”
– Pernalonga

Postado por Kauê


Seca, peitões e estupidez

20/11/2007

desert-punk.jpgNessa onda “nós não passamos mais clipes”, a MTV incrementou sua programação com uma impressionante variedade de quadros, desde programas totalmente ‘made in Brazil’, como Mucho Macho e Tela Class, até outros descaradamente importados, como MTV Gringa e Pimp My Ride. Dentro dessa segunda categoria, a influência oriental parece marcante. Quem assiste a emissora antes da hora do soninho, lá pelas 23h30, sabe do que eu estou falando: animes.

Segundo a nossa grande sábia cibernética, a Wikipedia, anime, no Japão, quer dizer pura e simplesmente “desenho animado”. Bom, para nós, não é muito diferente. Anime é, portanto e obviamente, o desenho animado que vem do Japão. Entre Sakura Card Captors, Pokémon e Naruto, as características desse gênero não variam muito. Apesar de os temas serem diversos, sempre incluem heróis em sagas intermináveis e uma constante luta contra o mal. Os personagens quase sempre têm olhos grandes, cabelos volumosos e coloridos, roupas com design ousado e corpos bastante detalhados.

O anime que a MTV tem passado se chama Desert Punk. A simples menção do nome deve criar, automaticamente, a pergunta “que raio é isso?!”. E responder com um breve resumo não é complicado: seca, peitões e estupidez. O desenho conta a saga de um guerreiro em um ambiente futurista, onde falta água e as aldeias que possuem poços artesianos vivem sendo invadidas.

Mas esse guerreiro, o Desert Punk, é uma espécie de anti-herói. Nada ético, ele é uma espécie de mercenário do bem, pago para proteger as aldeias. Suas táticas são questionáveis e freqüentemente beiram o escatológico. Mas esta não é exatamente a pior faceta… o Desert Punk é viciado por peitões – no sentido mais literal da palavra.

Sem preconceitos a respeito dos vícios ou loucuras humanas – afinal, Olavo Bilac era necrófilo –, a questão principal é o machismo que este anime traz. Sem moralismo da minha parte (nem curto esse tipo de critica), a figura das mulheres é sempre retratada como a de ‘exploradoras’, que oferecem seus corpos ao herói em troca de proteção – e no final, sempre dão o bolo no cara.

Apesar de esperto e sagaz em suas táticas de guerrilha, sempre que o Desert Punk abre a boca, sai alguma babaquice – seja relacionada a uma provocação idiota ao seu inimigo, ou uma cantada sem pudores às suas ‘amadas’ (que freqüentemente são também xingadas). Em suma, uma total liberação do id em estilo japonês.

No último sábado entrou na programação da MTV um outro anime, o Afro Samurai. E agora, o que esperar desse?!

Postado por Débora


Hello, stranger

19/11/2007

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Entre tantas perguntas que não querem calar uma ganhou resposta na semana passada, ao menos na Grã-Bretanha, graças a uma pesquisa realizada pelo site inglês myfilms.com. Eles perguntaram para mais de 2.000 britânicos qual a frase cinematográfica que eles mais usam na vida real. O resultado lembra um pouco um Top 3 realizado pelo COWABANGA! há uns muitos posts atrás.

Nada de “vá para a arena” ou “play it, Sam”, para os ingleses a melhor forma de se despedir (ou não) é relembrar o ex-mr.-universo-atual-governador-da-Califórnia-na-época-em-versão-
metálica, encher a boca e dizer: “I’ll be back”, ou “Eu voltarei” em versão tupiniquim. O site elaborou um ranking, com mais nove frases que saem da telona direto para a boca do povo.

Em segundo lugar deu Clark Gable, esnobando fantasticamente Vivien Leigh versão Scarlet O’ Hara, com “Francamente, querida, eu não estou nem aí” (Frankly, my dear, I don’t give a damn), do clássico de 1939 E o vento levou.

Em terceiro “Beam me up, Scotty” (Teletransporte-me, Scotty), supostamente dirigida ao engenheiro Montgomery Scott de Jornada nas Estrelas, mesmo que já tenha sido provado que a frase jamais foi pronunciada em qualquer episódio da série.

Em quarto, mais ficção cientifica com “Que a força esteja com você” (May the force be with you), da série Guerra nas Estrelas, iniciada em 1977.

Em quinto, um pulo para a década de 90, com Forrest Gump repetindo um dos conselhos mais sábios da sua mãe: “A vida é como uma caixa de bombons” (Life is like a box of chocolate).

Em sexto, a imitadíssima “Are you talking to me?” (Tá falando comigo?), dita pela primeira vez por Robert De Niro em 1976, no filme Taxi Driver.

Em sétimo, “Show me the money” (Mostre-me o dinheiro), com um Tom Cruise ainda não convertido a cientologia no filme de 1996, Jerry Maguire.

Em oitavo, deu Clint Eastwood, matando primeiro e perguntando depois, com “Do you feel lucky, punk?” (Está com sorte hoje, cara?), dita em Dirty Harry (1971).

E em nono, mais um clássico, “He’s looking at you, kid” (Ele está olhando pra você, garota), do inesquecível Casablanca (1942) e, em último lugar, “Nobody puts Baby in the corner” (Ninguém deixa a Baby de lado), de Dirty Dancing (1987).

Bem, isso é tudo por hoje pessoal. Ou melhor…

Hasta la vista, baby!

Postado por Paula


Welcome to the Matrix

18/11/2007

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Acho que grande parte das pessoas descobriu o filme Matrix como eu: um dia estava passeando pela locadora e viu aquela fita com capa futurista e meio psicodélica. Resolveu pegar e bah!, achou o filme muito bom!

O primeiro filme de Matrix (1999) encanta porque é despretensioso e traz às telas um medo que, bem lá no fundinho, todo mundo tem – o de ser dominado pelas máquinas. A idéia de que vivemos em um mundo de ilusão, que nossos corpos são usados por robôs super-desenvolvidos e que nossa consciência é enganada cotidianamente pela rede em alguns momentos nem parece tão absurda assim.

Matrix traz, assim como várias obras de ficção científica, uma visão tecnófoba – ou faústica – em relação ao desenvolvimento da tecnologia. A imagem do ambiente precário fora da Matrix e do ser humano que progrediu maquinisticamente (com as naves e as armas, por exemplo) mas que regrediu absurdamente em qualidade de vida e em organização social é um retrato do medo frente a um futuro incerto. Em suma, Matrix elabora um receio, que mesmo que inconsciente, assombra as nossas vidas – e que podemos perceber em situações mais comuns para nós, como a oposição aos transgênicos e a clonagem.

Por outro lado, a existência de seres humanos que se libertaram do sistema das máquinas demonstra a crença de que a tecnologia nunca superará o homem, pois é baseada em cálculos e programas e não consegue ultrapassar o simples raciocínio lógico.

Sem me aprofundar no caráter filosófico da coisa (e pra não correr o risco de falar coisas que os intelectuais gostariam de ler o.O), vou seguir com a trilogia. Quatro anos depois de o primeiro filme ter sido lançado, os irmãos Wachowski resolveram terminar a história que começaram. Em um período muito curto, chegaram aos cinemas o número 2 e o número 3 da série: Matrix Reloaded e Matrix Revolutions.

Reloaded foi bastante assistido, embalado pela ânsia e nostalgia dos fãs do primeiro episódio. Mas, apesar da belíssima atuação do Keanu Reves, foi um desastre. Como já ouvi algumas pessoas dizendo poraí, quem assistiu o 3 nos cinemas foi por muita, mas muita insistência. E eu, por exemplo, só vi na semana passada, em DVD. Acho que ninguém se importa se eu contar o final aqui né?

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Por mais incrença que parível, Matrix Revolutions não decepciona e faz um meio termo entre o primeiro e o Reloaded. As cenas de ação chegam a cativar e não fazem o telespectador se sentir um idiota por estar insistindo naquilo ali. Neo mata o Smith – aquele programa malvado – de um jeito besta, mas durante o filme existe uma certa equivalência entre os dois. E, apesar do final triste, em que Neo e Trinity morrem – e do sentimentalismo barato dessa parte – a resolução da trilogia traz a paz entre os humanos e as máquinas. Um final realista, dentro do possível, onde ninguém vence e nem sabe o quanto a tal da paz vai durar – bem como no mundo real.

Postado por Débora