Desde sua memorável entrada no ambiente cibernético dos existentes (não que algo só exista depois de ser criado, mas isso é uma discussão filosófica que vai além da profundidade proposta pelo meu estômago), o COWABANGA! tem a terrível mania de prometer e não cumprir. Pois bem, muitos dirão que isso já é algo inerente à raça humana. Vide os nossos amados candidatos que nos enchem de folhetos inúteis pelas ruas e se enredam cada vez mais em propostas que seus grilinhos falantes enlouquecem gritando aos seus ouvidos: “Você sabe que não vai fazer isso!”.
Por mais que pareça absurdo, nem sempre este aspecto é negativo (CALMA! Não estamos lançando nenhuma candidatura e nem pleiteamos a vaga de prefeito ou vereador!) – pelo menos para um blog de Cultura Pop. Alguns assuntos esperam a hora de serem analisados… outros nascem prematuros. No caso do tema de hoje, quase morreu por falta de contrações suficientes para expelí-lo do útero, mas finalmente veio à luz.
Apesar da comparação possivelmente escatológica, nosso assunto é apreciado pela esmagadora maioria dos componentes da sociedade ocidental. E, ao contrário da política (e creio eu que do parto também), cheira bem! Se a essa hora você já está de saco cheio de ler isso e gritando internamente: “Ma cosa sta dicendo, caspita?!!”, saiba que foi pelo caminho certo! O COWABANGA! (chiquééérrimo) enviou uma correspondente diretamente para a terra do Padrino para tratar de um assunto que envolve muito tomate e muzzarela. Quindi, parliamo della pizza!
Como quase tudo na história do mundo (inclusive o homem), ninguém sabe ao certo quando, onde e como ela surgiu. Adoradores de um lead perfeito surtariam com essa imprecisão, mas dizem por aí que pode ter sido pela Grécia, Egito ou Babilônia… algo entre cinco e seis mil anos atrás. O que importa é que a pizza foi parar na Itália, e depois disso estendeu seus tentáculos pelo mundo. Aliás, será que existe pizza de polvo?
Inicialmente, como muitos dos pratos mais gostosos que comemos, a massinha assada de trigo com água era comida de pobre… a napolitana picea. Não sei como essa concepção mudou (a senhora idosa que foi minha vizinha durante um mês da minha experiência gringa não era tão velha assim e não soube me contar), mas talvez seja por isso que é tão bom comer pizza com as mãos. Herança inconsciente, talvez. O fato é que o prato foi incrementado e hoje existe pizza de quase tudo. Até, sim, polvo. Ao menos creio eu.
No Brasil, a fissura por cobrir a pizza com os mais variados ingredientes é tanta que a gente até se decepciona quando vem aquela com tomate e queijo. Quase ninguém se satisfaz com a famosa Margherita. Estou enganada? Pois na Itália ela é a preferida, e pizza que é pizza precisa só de MUITO molho de tomate (de verdade, não extrato) e muzzarela. É claro que existem coberturas, mas são muito mais comedidas que as daqui.
E o mais legal é o seguinte: se bateu a vontade de mangiare uma bella pizza, você não precisa comprar uma baita circunferência. Vai numa pizzaria que vende pizza al taglio (em pedaços) e escolhe o sabor. Assim é fácil levar Cultura Pop pra casa, né?! Barato e gostoso. Se está sem idéias para a janta, deixe o COWABANGA! te inspirar… Aliás, acho até que vou indicar este post para o programa da Ana Maria Braga. Mangia che te fa benne!!
Escrito por Débora 



Escrito por Kauê