Para o alto e avante!

Superman“O Super-Homem! O Super-Homem é jornalista!”
Rosa Nívea massageando o ego

Todo fabicano que se preze conhece estas palavras grafadas na parede do DACOM. Elas comprovam – entre outras coisas que não vêm ao caso – como o super-herói kryptoniano é um personagem conhecido. Trata-se, talvez, do maior ícone da história da cultura pop. E nada melhor do que escrever sobre um ícone desta magnitude em meu primeiro post para este blog.

O Super-Homem tem uma legião de fãs imensa – que, aparentemente, inclui a Profª Rosa Nívea –, produtos lançados nos mais diversos mercados e mídias, além de uma grande influência, desde sua gênese, na criação de um sem-número de personagens nos quadrinhos, no cinema, etc.

Aliás… O Super-Homem, não. O Superman. Já há alguns anos, a Warner – proprietária da DC Comics, editora do personagem – vem buscando padronizar o nome do super-herói em todo o mundo e em todas as mídias. Desde agosto de 2000, ele é chamado no Brasil pelo nome original em suas histórias em quadrinhos, conforme já vinha sendo feito nos filmes, desenhos e na série de TV.

Lá pelos idos de 1938, na época das origens das HQs como as conhecemos hoje, dois jovens chamados Jerry Siegel e Joe Shuster criaram o Superman, consolidando o gênero de super-heróis e dando início à chamada Era de Ouro dos quadrinhos. O personagem foi um estrondoso sucesso desde o início e mantém a grande maioria de suas características primordiais até hoje, mesmo tendo passado por diversas reformulações.

Como todos sabem, Superman é o último kryptoniano, enviado à Terra pelos pais, ainda bebê, para escapar de seu planeta natal, cuja destruição era iminente. Chegando ao seu destino, é encontrado por um simpático casal do Kansas que o adota e dá-lhe o nome de Clark Kent. Sob a radiação do Sol amarelo, Clark desenvolve poderes extraordinários, tornando-se praticamente invencível. Usando seus dons, ele combate os vilões e luta pela verdade e pela justiça como o Superman.

Aqueles que não gostam do personagem costumam criticar exatamente esses aspectos. Dizem que ele é poderoso demais ou que ele é “certinho” demais. Normalmente, eu concordava com eles, mas, na verdade, nunca tinha acompanhado muito das aventuras do Último Filho de Krypton.

Eis que, no ano passado, a chegada do filme do Azulão – um dos muitos apelidos do Superman – e a nova fase que começaria a ser publicada em sua revista mensal no Brasil despertaram em mim um interesse pelas histórias do herói. Confesso que o filme ficou abaixo das minhas expectativas, mas os quadrinhos vêm bastante bem e têm me mostrado como o Superman é um personagem fascinante e como seu universo é cheio de possibilidades.

Superman não é um simples descerebrado que persegue os vilões e enche-os de porrada. Ele é um personagem extremamente complexo, cheio de conflitos. Carrega o fardo de ser o último representante de toda uma civilização. De certa forma, está sozinho no mundo, pois não há ninguém como ele. Tem a responsabilidade de proteger sua cidade e o planeta. Pode escutar milhões de vozes pedindo por ajuda, mas precisa lidar com o fato de que não pode salvar a tudo e a todos, que não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo e que há situações que não podem ser resolvidas apenas com o uso de seus super-poderes.

E ele não é “certinho”. Ele é um homem que sempre faz o que acredita ser o certo. São coisas diferentes. E essa é mais uma característica do personagem que fascina. O Homem de Aço poderia fazer praticamente qualquer coisa que quisesse, mas prefere ajudar aos outros, colocar seus dons a serviço do bem maior. Seu elevado padrão moral inspirou – e continua inspirando – diversos outros heróis ficcionais e, até mesmo, muita gente de carne e osso.

Seus poderes podem até ser um tanto exagerados, mas o Superman tem algumas fraquezas, como a kryptonita, a magia, a dependência da radiação solar e o próprio fato de se importar tanto com as pessoas. O que o torna virtualmente invencível não são só a super-força, a visão de calor e a invulnerabilidade, mas sua perseverança e sua inteligência. Ele não é feito apenas de músculos e nervos de aço. Clark Kent é, também, um exímio jornalista investigativo e um bom estrategista.

Outro fator que faz do Superman um excelente personagem é a sua versatilidade. Suas características e seu universo abrem infinitas possibilidades. Pode-se contar todo o tipo de história com ele: invasões alienígenas cheias de ação, tramas de mistério que explorem seu lado jornalista, enredos intimistas que lidem com seus conflitos internos, histórias românticas envolvendo sua amada Lois Lane, etc. E, por falar em Lois Lane, vale lembrar que o Superman tem um dos melhores elencos de coadjuvantes da ficção moderna, além de uma respeitável galeria de vilões.

Superman, Super-Homem, Homem de Aço, Homem do Amanhã, Azulão, Último Filho de Krypton, Kal-El, Clark Kent. Seja lá como você preferir chamá-lo, o que é certo é que ele é um grande personagem. E, além de tudo, é jornalista.

Postado por Kauê

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4 Responses to Para o alto e avante!

  1. Débora disse:

    Tudo bem, não vou discordar de uma amante de quadrinhos que tem uma opinião muito mais substanciosa que a minha. Mas continuo defendendo que girar o planeta ao contrário para o tempo voltar foi o auge do sentimento de onipotência americano.
    Podem me chamar de anti-americana, comunista e pró-Al-Kaeda (hauha), mas continuo achando que mais do que um simples personagem de quadrinhos, o Superman representa uma nação que, quando ele surgiu, estava em um período de grande crescimento (pq a Europa estava na pior, depois da 1a GG), e por isso se achava.
    Bom, continua se achando…
    Enfim, bom ou não, tanto faz… o fato é que ele é mais uma ferramenta de manipulação da indústria cultural! (pude sentir as convulsões de Adorno aqui… heuehue)

  2. Eu sempre tive uma simpatia imensa pelo Superman… e pela Lois Lane… Destemida, sempre carregando uma bolsa a tira-colo e sempre salva pelo herói… garanto que ela foi um dos fatores que me influenciaram em optar pela profissão.

    Divagações à parte, Kauê, tu sempre é ótimo nos teus textos. Do tipo, leio de cabo à rabo e não me canso.

    E, independente de ele ser o alter-ego (se usa hífen?), como a Deh fez questão de dizer, dos norte-americanos, eu sempre me divirto. Salve a cultura pop; e a indústria cultural (só uma referência ao Rüdiger, que tá tomando minha atenção ultimamente).

  3. Sara disse:

    Para falar a vardade, nunca li quadrinhos do superman. O que eu gostava mesmo era de ver aquele seriado “Lois & Clark”, com a Teri Hatcher e o Dean Cain, que passava na Globo nos anos 90. Tenha ótimas lembranças das tardes de domingo na casa da minha vó, com as minhas primas, esperando para assistir as aventuras de Clark Kent e Lois Lane…!

    ah, e queria dizer que achei muito legal a idéia de vocês de fazer um blog sobre cultura pop!

  4. Clarice disse:

    Ok, Débora, mas como fica o fato dele ser jornalista nesta tua análise? Hein?

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