Ih! Nojento! Tchã!

30/10/2007

– Ô da poltrona! Se ajeita que o post de hoje tá demais, viu psit?
– Cacildis! Não é que o Cowabanguis lembrouzis da gentis, rapaziada? Isso merece uma comemoraçãozis regadis a mé!

– É verrrrdaaaaaadi! cuuuz-cuz-cuz-cuz-cuz-cuz (onomatopéia da risada do Zacarias)

Impossível não se lembrar desse jeito de falar e não ficar emocionado. Afinal, eles já foram considerados o maior grupo humorístico que já existiu na televisão brasileira. E vamos ser francos: dão de lavada no pessoal do Casseta & Planeta, sem apelarem para preconceitos.

Já fazem treze anos que o grupo praticamente se desfez – afinal, sem o Zacarias deu pra se tentar algo, mas sem o Mussum, não é a mesma coisa – e depois desse tempo, chega a ser triste os rumos tomados pelos artistas remanescentes. Quem nasceu na década de 80 ainda lembra de alguma coisa do grupo; mas certamente, quem nasceu a partir de 1994 não deve se recordar de nada dos Trapalhões, que sempre faziam meus domingos mais alegres, depois de ver o Senna vencer mais um GP e aguardando pelo próximo filme do Indiana Jones na clássica Temperatura Máxima.

Tudo começou ainda na década de 60. O grupo se chamava Os Adoráveis Trapalhões, e era completamente diferente do que se tornou mais tarde, sendo transmitido na TV Excelsior. Ted Boy Marino, Ivon Cury e Wanderley Cardoso faziam parte do elenco. Apenas Renato Aragão (que já interpretava Didi Mocó) estava na equipe que mais tarde faria sucesso (deve ser por isso que ele se acha o trapalhão mais importante e engraçado. Tudo bem, há tempo para criticá-lo).

Mas e os outros? Bem, Manfreid Santana ainda era um artista de circo que tentava carreira na televisão; Antônio Carlos Bernardes Gomes era sambista e tinha um grupo, Os Originais do Samba. Alguns diretores da Globo, na época, tentaram transformá-lo em humorista, mas o músico se recusou, dizendo que pintar a cara não era coisa de homem (na época, os humoristas da TV pintavam o rosto); E Mauro Gonçalves era um artista de rádio e imitador de animais, tentando também entrar na TV, apesar de sua timidez.

Um pouco antes de 1975, Didi conhece Dedé e formam uma dupla, que chega a lançar um filme. Foge-me o nome do mesmo agora. Mas me lembro de uma cena onde Didi pula o muro de um hotel para se engraçar com uma garota à beira da piscina. Finge ser um vidente que pode ler as mãos e acaba conquistando a garota. Como em todo filme, ela tem uma amiga que conhece Dedé e… ah, vocês sabem como tudo isso termina!

Mas voltando aos Trapalhões. Em 1975, na Record, os Adoráveis Trapalhões se dissolve. Já se tem a base Didi-Dedé. Mauro Gonçalves, agora um humorista conhecido na televisão, é convidado a participar do projeto. Sua alcunha Zacarias também já é bastante conhecida. De acordo com o ator, Zacarias era um galo que ele tinha na infância.

Mas falta um integrante. Aquele que o Grande Otelo teria dado o nome de Mussum. Antônio Carlos Bernardes Gomes! Chamado para o programa, novamente o “homi do mé” recusa-se a ir para a TV. Mas por sorte, Dedé o conhecia e fez um apelo. Foi o suficiente para que os Trapalhões finalmente surgissem.

Pois agora pensem: na década de 70, qual emissora de TV era a mais importante do país? Globo. Um artista se consagra na Globo. E como os Trapalhões conseguiram contrato com a Globo? Bem, qual o programa mais conhecido de domingo na emissora? Fantástico. Pois adivinhem: o grupo batia o Fantástico na audiência de domingo à noite. Foi o suficiente para a Globo contratá-los.

Durante quinze anos, foi sucesso atrás de sucesso: filmes, shows (até mesmo internacionais), histórias em quadrinhos e discos foram lançados com a marca do grupo. A cada ano, mudava o diretor do programa. E o mais importante: alguns artistas coadjuvantes eram fundamentais. Foi daí que surgiram o Sargento Pincel (que me dava medo), o Tião Macalé (Ih! Nojento! Tchã!) e o Jorge Lafond (sim, a Vera Verão). Mas não pára por aí: alguns atores começaram a fazer carreira participando de Trapalhões. Sérgio Mallandro e Cláudio Heinrich são provas disso.
São muitos os episódios inesquecíveis, sendo quase impossível lembrar da maioria deles. Lembro de um quando Jorge Lafond estava no elevador de um prédio, vestido de Carmem Miranda, com várias frutas na cabeça. Sempre que podia, Didi roubava uma fruta para comer. Hilário!

Mas com a fama, vem também a queda. E em 1990, uma embolia pulmonar levou Zacarias. Logo ele, com uma voz estranha e uma risada tão engraçada, se foi. Seu jeito era cômico e a peruca também. Sem ele, o grupo perdia muito do humor. Sua morte chocou muita gente, principalmente crianças da época. Eu demorei para entender o que havia acontecido com ele, chegava até a perguntar para meu irmão e meus pais o que havia acontecido com o Zaca, tentando descobrir um motivo para seu desaparecimento do programa.

Seguiu-se adiante, com quadros divididos e o surgimento de uma vila, onde Didi vivia nas ruas com uma atriz mirim, a Tininha (vivida por Alessandra Aguiar, aquela que comemorou um “desaniversário”). Mas mais uma vez o destino foi cruel, e em 94, após complicações em um transplante de coração, Mussum partia dessa para melhor. Justo Mussum, com seu jeito engraçado de falar, de ser, de caminhar, de viver.

A partir daí, não houve mais sentido continuar com os Trapalhões, e o próprio Didi ficou anos sem atuar, apenas seguindo como embaixador da Unicef. Dedé, então, simplesmente desapareceu. Vez em outra voltavam a conversar, mas muito raramente. Até que Didi decide estrear um programa infantil que levava seu nome na Globo, completamente diferente do jeito que o ator começara em seus quase 50 anos de carreira televisiva.

Agora, os contras e a opinião. Renato Aragão carrega até hoje os direitos autorais dos Trapalhões. Esse é claramente um dos motivos da sua briga não só com Dedé Santana, mas também com os familiares dos outros humoristas. Dedé passou um bom tempo longe da televisão, sem que as emissoras se interessassem por suas idéias. Apareceu uma ou outra vez na Escolinha do Barulho – claramente um plágio da idéia de Chico Anysio – como professor na Record no final dos anos 90. Só retornou agora com o programa Comando Maluco, que convenhamos, não é um primor.

Já os familiares de Mussum chegaram a processar Renato Aragão. Há quem diga que os mesmos familiares chegaram a passar fome por não terem direito a nada sobre a marca Trapalhões ou do personagem Mussum. O mesmo com os familiares de Zacarias, que até hoje tentam processar a emissora.

Tião Macalé e Jorge Lafond também se foram, e o Sargento Pincel está no atual programa de Didi. Dedé segue no Comando Maluco. E Didi? Bem, ele só tem a Renato Aragão Produções, é embaixador da Unicef e tem um programa na Globo. Só.

Um triste fim para aquele grupo que tanto me fez rir nas tardes de domingo. Só mesmo um mé para ajudar.

Postado por Fred


Fumetti e Bruschettas

28/10/2007

Você já leu fumetti? Já comeu uma bruschetta? Não tem idéia de sobre o que estou falando? Pois, então, vamos a algumas explicações.

Fumetti é como são chamadas as histórias em quadrinhos na Itália. A palavra pode ser traduzida literalmente como “fumacinhas”, uma alusão ao formato dos balões de fala e pensamento das HQs. Já a bruschetta é uma receita italiana típica. Consiste em pão tostado, normalmente com azeite, esfregado com alho e coberto por temperos e ingredientes diversos, como, por exemplo, tomate, manjericão e salame.

Em Porto Alegre, um mesmo local alia o sabor da bruschetta às obras de alguns dos maiores nomes dos quadrinhos europeus. É o Gibi Bar Bruschetteria, que tive o prazer de conhecer na noite passada. Prazer ainda maior graças à bebida de graça (um brinde aos cursos de publicitários que promovem festas nas quais jornalistas bebem sem ter que pagar nada por isso!).

Gibi Bar

O Gibi Bar é uma iniciativa pioneira. Trata-se da primeira bruschetteria e do primeiro bar temático de quadrinhos da capital gaúcha. O lugar é todo coberto de referências aos fumetti, que vão desde quadros com desenhos de grandes artistas até páginas inteiras de HQs gravadas diretamente nas paredes. Mesmo as luminárias são temáticas (contando com imagens de Tex). No balcão, há, ainda, um quebra-cabeça com uma ilustração quadrinhística que você pode tentar montar enquanto o funcionário fecha a sua conta. Além disso, o bar tem um acervo de revistas que podem ser lidas pelos clientes enquanto apreciam suas bruschettas.

Gibi Mini Bruschettas

Por falar em bruschettas, o cardápio é uma atração à parte. Até os nomes dos pratos fazem alusão aos quadrinhos. São sanduíches, saladas e bruschettas com nomes de artistas e personagens famosos. Temos, por exemplo, a Bruschetta Valentina e a Bruschetta Ranxerox. O Gibi Bar inova, ainda, trazendo aos seus clientes bruschettas doces (cujos nomes homenageiam os quadrinhistas Gianluigi Bonelli e Sergio Toppi).

Além de um bom lugar para se comer e beber com os amigos, a bruschetteria serve de espaço para eventos culturais, como encontros literários, lançamentos de HQs ou pequenas feiras de moda. Mas talvez o projeto mais interessante apoiado pelo Gibi Bar seja o curiosíssimo Coletivo Etílico de Desenho Traço Todas Lonely Hearts Club Band.

Convite Traço Todas

O Gibi Bar Bruschetteria fica na Rua Bento Figueiredo, nº 72, Bairro Bom Fim, e funciona de terça a sábado a partir das 19h. É uma ótima opção para os amantes de quadrinhos (principalmente para aqueles que gostam de HQs européias) e para os que buscam um ambiente diferenciado, moderno, original e descontraído.

Gibi Bar

Postado por Kauê


Cegueira na tela

28/10/2007

Se pode olhar, veja. Se pode ver, repara“.
Ensaio sobre a cegueira, José Saramago

Há muito tempo atrás (1997) um jovem cineasta, pós-arquiteto, pós-publicitário e mais pós umas coisinhas sonhou em adaptar para o cinema um livro que tinha recém lido, mas que o havia impactado tanto que entrou rápido para o roll dos seus favoritos: Ensaio sobre a Cegueira, de ninguém mais, ninguém menos que José Saramago, o homem dos parágrafos eternos e que não conhece travessões:. Frentes as negativas veementes do autor ele se deu por vencido, “absorveu o tranco” e foi cuidar da vida, no caso Cidade de Deus. O jovem cineasta virou um baita cineasta, fez o Brasil e o mundo dizerem Dadinho o #$%&, meu nome é Zé Pequeno e mostrou uma África diferente da tradional “África dos meus sonhos” hollywoodiana com O Jardineiro Fiel. Ironicamente, quase dez anos depois, em 2006, o então prestigiado diretor Fernando Meirelles recebeu um e-mail de um produtor desconhecido, perguntando se ele já havia lido Saramago e se teria interesse em uma adaptação de um dos seus romances. Levado pela curiosidade, ele aceitou ler o roteiro em inglês. Era Blindness, o Ensaio Sobre a Cegueira. Essa história toda, mais a barra pesada que é filmar um livro do quilate de “Ensaio sobre a Cegueira”, ainda por cima com o autor vivo e ainda, ainda por cima com o autor sendo o Saramago e outras picuinhas são contadas post a post no blog Diário de Blindness. Escrito pelo próprio Meirelles, entre uma gravação e outra, ele vale a pena não só pela sinceridade do diretor, que desabafa com o público com frequência (E quer saber? Se numa cena destas alguém ficar olhando para o fundo da sala para procurar erro de continuidade, merece encontrar. Um baita esforço deste para nêgo vir dizer que não gostou do filme porque o barbudinho atrás da Julianne desapareceu no segundo contraplano? Give me a break!), mas pela própria qualidade do texto, escrito de forma leva e descontraída. Além disso, fiscalizar os bastidores e saber dos detalhes da produção é sempre divertido, afinal se é para filmarem Ensaio sobre a Cegueira que filmem direito – medo de livros passados para o cinema. De qualquer forma fica a dica, a única restrição é para quem não leu o livro e tem medo de spoilers (pedaços da história revelados), já que volta e meia acaba aparecendo algum fato mais revelador.

Postado por Paula


Mullets imortais

23/10/2007

MacGyverOk, falamos muito de seres humanos que, com seus poderes sobrenaturais, conseguem salvar a população da sua cidade, país, planeta ou até mesmo a sua pele. Aqueles que não tiverem o dom de tais poderes, que rezem. Ou esperem pela boa vontade dos meta-humanos.

Mas há um homem que não possui poderes sobrenaturais e, mesmo assim, consegue fazer mágica apenas com o conhecimento que possui e com seu canivete suíço. Ele se recusa até mesmo a usar armas de fogo para escapar de situações ou enfrentar seus inimigos. Dotado de grande inteligência – talvez sua única arma sobrenatural, mas isso é discutível – é fascinante ver o jeito em que o personagem se livra das situações. Além, é claro, de seu estilo bastante anos 80 e dotado de mullets imortalizados nessa década.

MacGyver às vezes chega a passar uma certa raiva ao telespectador, pois ele sempre se livra das mais complicadas situações. Pudera: é um inteligentíssimo ex-agente secreto do governo americano. É graduado em Direito e Física, o que lhe dá o dom de produzir misturas explosivas ou corrosivas. Não é à toa que duas encalhadas medíocres como Patty e Selma o admiram tanto: é o típico “príncipe encantado” para as irmãs de Marge Simpson.

Lembro-me ainda do Profissão Perigo na Globo, antes da novela das seis. Eu deveria ter uns quatro ou cinco anos de idade (calculem pra 1990/91). Infelizmente não consigo me lembrar da trilha sonora de abertura, a tão clássica Tom Sawyer, do Rush.

MacGyver era interpretado pelo ator Richard Dean Anderson e se você quiser assistir ainda ao seriado, ele passa na TV Ulbra. O problema é encontrar o maldito horário da programação da emissora.

Mas, pensando por outro lado, poderíamos todos tentar desvendar ou revelar um lado MacGyver nosso, de se virar para todas as situações, não acham? Claro, sem mullets, por favor. Em 1991, talvez fosse essa a tentativa da Globo de colocar o seriado em plenas 17h. Hoje a questão é outra, bem avessa…

Pra terminar, uma piada:

Estava o casal no maior amasso em seu quarto. No post-sex, a garota pergunta:
– Querido, como vai se chamar o nosso filho?
Subitamente o homem se levanta, tira a camisinha, dobra-a em quatro, põe dentro de um saco, amarra-o, taca álcool no plástico, acende um fósforo e põe fogo. Após, pega o que restou, joga na privada e dá a descarga. Volta para a cama e fala para a garota:
– Meu bem, se ele conseguir sobreviver a tudo isso, vai se chamar MacGyver.

Postado por Fred


Versão Brasileira, Herbert Richards

22/10/2007

Outra segunda-feira e… Adivinhem… Mais um post da nossa série Sessão da Tarde. O texto desta semana é uma cortesia do sempre prolixo sr. Kauê Menezes.

Sessão da Tarde (?) v4

Pois, então… Chegou a hora de falar das minhas lembranças a respeito da gloriosa (?) Sessão da Tarde. O que eu tenho a dizer é que… Praticamente não tenho lembranças. Sempre tive coisa melhor pra fazer nas minhas tardes do que assistir à Globo — minha mãe foi dona de uma locadora de jogos de video game durante boa parte da minha infância, isso sem falar no futebol, no basquete, no tênis, nas aulas de inglês, no computador, nos gibis, nos brinquedos e na boa e velha TV a cabo.

Entretanto, não poderia deixar de registrar que sou grande fã do inigualável Narrador da Sessão da Tarde. Um cara que vive altas aventuras ao fazer a eletrizante locução que embala as propagandas dos filmes do barulho que passam todas as tardes na programação explosiva da Rede Globo. E ele vive se metendo em tanta confusão que até Deus duvida!


Uma questão de Linguística

19/10/2007

cebolinha.jpgcebolinha.jpgcebolinha.jpgA leitura de gibis na infância dos brasileiros é dividida basicamente em duas tendências: Disney e Maurício de Sousa. Existem os que gostam dos dois e os que não suportam um ou outro. Mero gosto pessoal. Eu não suportava a Turma da Mônica.

Mesmo assim, é difícil não ter um contato com as histórias do desenhista brasileiro. Seus personagens – quase sempre humanos – viviam as mesmas sagas que boa parte da gurizada. Fazer e sofrer gozações, odiar banhos, falar errado, ter um bichinho de estimação, um amigo gênio e um primo caipira. Quem nunca passou por uma, ou várias, dessas situações? Mas peraí… falar errado?!!

É isso mesmo. Um dos integrantes da turma, o Cebolinha, é conhecido por ser um menino de cara de bolacha, blusa verde, cabelos espetados e uma incrível dificuldade de falar o R. No entanto, sua língua “plesa” não o impede de bolar planos infalíveis – juntamente com seu fiel escudeiro Cascão, o cara que não gosta nem de ver água – para roubar o coelhinho da Mônica dentuça.

O que poucos sabem é que o Cebolinha – que hoje já não é mais nenhum jovem, o piá nasceu em 1960! – não é fruto da mente criativa de seu autor. Cebola era, de verdade, um amigo que Maurício de Sousa tinha quando era criança, lá em Moji das Cruzes (SP). O personagem teve sua revistinha própria lançada em 1973, e já participou de filmes e desenhos animados, como todo o resto da sua turminha.

Nos quadrinhos, Maurício de Sousa faz questão de salientar as palavras “erradas” que o seu amigo Cebolinha diz, colocando-as sempre em negrito. Com finalidades pedagógicas ou não – afinal, escrever certo também faz parte da infância de quase todo mundo –, pelo jeito ele não está nem aí para a lingüística (ou tem algum convênio com uma clínica de fonoaudiologia).

A ligação pode parecer um pouco estranha, mas quem já teve algum contato com as teorias do lingüista suíço Ferdinand de Saussure sabe do que eu estou falando (lingüistas, não me matem!). Simplificando bastante, essa corrente defende que o importante não é seguir as regras da gramática a risca, mas se fazer entender – é mais importante o significado que o significante. Ou seja, se você que comprar um bujão, botijão ou butijão de gás, não importa! Se você está com um poblema, ou probrema, ou até um plobrema, tanto faz! O que interessa é que os outros te entendam – e que, no caso, que você se livre da pendenga.

Se tudo isso faz sentido ou não, confesso que não tenho muitas certezas. Nunca fui muito adepta da teoria de que a linguagem oral deve reger a escrita, senão um dia ninguém mais se entende. Mas, de qualquer modo, a verdade é que o “falar errado” do Cebolinha nunca atrapalhou suas brincadeiras e a sua comunicação, e nem ninguém deixou de entender o que ele dizia, mesmo faltando o maldito R.

Postado por Débora


Anti-anti-pirataria

18/10/2007

Você está cansado das irritantes e intermináveis campanhas anti-pirataria? Não agüenta mais colocar um DVD pra rodar e ter de assistir o enfadonho videozinho do pai que compra um filme pirata e do filho que cola pra tirar nota boa na escola? Seus problemas acabaram! Tá… Mentira. Mas, de qualquer forma, você deve ficar contente em saber que não é o único incomodado por essa situação.

Surgiu na Internet, já há agum tempo, um “anúncio” bem-humorado, feito por pessoas engajadas no combate ao combate à pirataria (ou, pelo menos, engajadas na criação de peças gráficas “nérdicas” metidas a engraçadinhas):

Anti-anti-pirataria

Para aqueles não versados na língua inglesa, o texto do “anúncio” fala algo mais ou menos assim:

Acabei de comprar meu filme favorito de todos os tempos em DVD numa loja

Agora, tenho que ficar sentado vendo até o fim um anúncio anti-pirataria que não pode ser pulado a cada vez que coloco o disco no meu DVD player, embora eu tenha uma cópia legalizada, comprada em uma loja, [CENSURADO]

Apesar de você comprar DVDs legalizados, a F.A.C.T. [Federation Against Copyright Theft, vulgo Federação Contra o Roubo de Direitos Autorais] ainda acha que você é:
Um criminoso > Um idiota > Incapaz de discernir o certo do errado

Se eles continuarem fazendo essa merda, você provavelmente vai se dar melhor arranjando uma cópia pirata

Brincadeiras à parte, gostaríamos de deixar bem claro que a equipe (Quarteto Fantástico) do COWABANGA! não apóia a pirataria.

Lembre-se, pirataria é crime! Não roube navios.

Postado por Kauê