Versão Brasileira, Herbert Richards

sessao-da-tarde.jpgSe é para o bem de todos e felicidade geral da nação, quer dizer, se é para o bem de todos e felicidadegeral de meia dúzia de pessoas que leem esse blog, diga ao povo que o Cowabanga fica! Ou melhor, retorna.

Após um breve hiato decidimos manter o blog. As razões são, obviamente, muito nobres. Não há nada melhor que a possibilidade de um Azão abanando no fim do semestre para estimular quatro estudantes pseudo-ocupados a continuarem escrevendo… E sim, também deu saudade. Foram só duas semanas, mas foram, ao menos desse lado da telinha, duas boas semanas.

Como prometemos anteriormente (muito, muito anteriormente), resolvemos atender aos pedidos da plebe e postar sobre assuntos solicitados. Mesmo correndo o risco de sermos mal-interpretados (afinal, brincadeiras nem sempre são perceptíveis), este conselho editorial tem a ousadia de afirmar que ainda acha que não há a menor necessidade disso, pois “se não têm pão, que comam brioches”, oras bolas!

No entanto, como um blog democrático e possível formador de opinião, respeitador dos direitos sociais, humanos e políticos vigentes — e que tem amor à vida (afinal, Maria Antonieta foi decapitada depois de dizer essa frase) — decidimos realizar vosso desejo, ó caro leitor. E, vamos combinar, o que vocês não pedem chorando que nós não fazemos sorrindo, né benzinhos?!

Pois bem, este post é sobre os clássicos Sessão da Tarde (sim, sabemos que a RBS está comemorando os seus 50 anos agora, mas infelizmente não estamos ganhando nenhum “incentivo econômico” por este merchandising). Resolvemos topar essa parada, e nos metermos em tremendas confusões!

Essa garotada não tem jeito, apronta uma atrás da outra! E agora resolveu eleger, individualmente, o seu filme favorito entre os muitos clássicos dos filmes B impiedosamente cortados pela Rede Globo e transmitidos naquela que é a melhor das companhias das tardes desocupadas de toda galerinha.

Como tudo que é bom dura pouco e há boatos de que posts muito longos são relevados ao Saara do não-limento resolvemos releembrar o passado a conta gotas, iniciando pelo digníssimo senhor Frederick Posselt e seus monstrengos melecados.

 

O PREDADOR PARA MENORES

PredatorQuando assisti “O Predador” na Sessão da Tarde pela primeira vez, fiquei deveras preocupado. Certamente a censura entraria em ação. Com o andar do filme, meu temor se concretizou.

Este filme, que mostra uma espécie de extraterrestre caçador de outras raças planetárias, colecionando os crânios de suas vítimas como se fossem troféus, é uma das lembranças da minha infância. Assustava-me vendo a cabeça de um dos soldados sendo estourada pelo Predador, com sangue e miolos voando contra a lente da câmera. Ou então o braço de outro soldado sendo cortado, com o membro caindo no chão e disparando uma metralhadora incessantemente.

Alguns anos mais tarde, entendi que essa era a graça do filme. Os soldados todos mortos, sobrando apenas o Arnoldinho Chuazenega no final, que acaba descobrindo que a lama, além de ser medicinal, também é vital se usada como camuflagem, e sendo o único a se salvar, como todo bom mocinho de uma trama. Um belo filme, que aborda muito bem a ação, a ficção e o suspense.

Pois com a Sessão da Tarde e o público mais heterogêneo, tais cenas de suspense foram cortadas. E a graça do filme foi pro saco. O sangue não era mais o mesmo, nem os membros superiores ou inferiores. Quando se corta alguma cena, a película perde sua essência. Há necessidade de uma safena, tudo porque o médico retirou uma parte do coração por engano.

“O Predador” hoje está velho. Virou filme de Sessão da Tarde, sem dúvida. Mas não precisavam dilacerá-lo. Que o devolvam para a noite, então, num Super Cine ou Intercine da vida, não precisando apelar para a Tela Quente. Pelo bem de um extraterrestre temido, mas autêntico.

Até a próxima, no mesmo bat dia, nesse mesmo bat blog! (Ou seja, segunda-feira que vem).

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One Response to Versão Brasileira, Herbert Richards

  1. Natusch disse:

    Finalmente =P

    A abertura do texto ficou ótima, muito engraçada. E “Predador”, embora seja um filme divertido, não encaixa no perfil Sessão da Tarde, pelo menos no meu entender – justamente porque é necessário cortar um monte de coisa para que os pais das crianças que assistem TV no horário não “aprontem muitas confusões” com o departamento jurídico da emissora. De qualquer modo, muito obrigado por atenderem meu humilde pedido, e como defensor dos textos longos, conclamo: deixem de bobagem e resenhem um monte de filmes de uma vez! =P

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