O apocalipse como você nunca viu

Belas Maldições conta a história do apocalipse na visão dos ingleses Neil Gaiman e Terry Pratchett. Quase tão divertido quanto o original, o livro começa pelo gênese com o diálogo entre Arizaphale, o anjo do Portão Leste do Éden, e Crowley, a serpente que tentara Eva a morder a maçã.

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Gaiman e Pratchett

Cinco mil e oitenta e nove anos depois – ou onze anos atrás – os dois se encontram para discutir uma pequena coisinha que pode atrapalhar os planos do fim de semana: o Anticristo, Adversário, Destruidor de Reis, Anjo do Poço Sem Fundo, Grande Besta que é chamada de Dragão, Príncipe Deste Mundo, Pai das Mentiras, Filho de Satã e Senhor das Trevas nasceu e o tal plano inefável do céu/inferno está em ação.

Hoje é quarta-feira (droga, devia ter postado isso ontem) e conforme as belas e precisas profecias de Agnes Nutter, bruxa (que nunca se deu bem nesse negócio de profeta justamente por ser precisa), o mundo acaba no próximo sábado, um pouco antes do jantar. Era pra ser animador, afinal eles esperam por isso há pelo menos, ah, seis mil anos? É o grande momento, a final da final da final da copa do mundo intergalática. Céus versus inferno. A batalha final. Vamos acabar com eles para sempre e blá blá blá.

Só que agora que a coisa está aí já não parece taaão animadora. Sacomequié, até que a terra tem coisas interessantes. Humanos, por exemplo. Aquelas coisinhas engraçadas e mortais. Não sabem direito o que estão fazendo aqui, mas ainda assim fazem. E quando você menos espera, bum! Eles agem como… humanos.

Cabe aos dois deter os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, derrotar as fileiras em marcha do exército dos Caçadores de Bruxas e, com sorte, impedir que tudo aconteça. De preferência a tempo do chá.

Altamente recomendável e com um humor que com freqüência lembra o mestre Douglas Adams, é um desses livros para ler em uma tacada só, entre uma monografia e uma passada no COWABANGA!. Para quem ficou interessado, segue o serviço (e, não, infelizmente não estou ganhando comissão):

Belas Maldições – As belas e precisas profecias de Agnes Nutter, bruxa, de Neil Gaiman e Terry Pratchett, Editora Bertrand Brasil, 374 páginas, 59 pilas na Cultura.

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6 Responses to O apocalipse como você nunca viu

  1. Kauê disse:

    e aquela história de “hiatocriativohiatocriativo…” e “NÃO quero pensar”?
    hum… “Céus versus inferno. A BATALHA FINAL. Vamos acabar com eles para sempre e blá blá blá.”
    batalha final… sinto-me plagiado (ainda que retroativamente) por esses ingleses sem originalidade

  2. Paula disse:

    Tem coisas que a gente só resolve com um senta, pff, quieta, senta de novo e escreve.

  3. Gabbardo disse:

    59 PILA????????????? Eu devo ter pago uns 30, faz uns dez anos atrás! @_@

  4. Anônimo disse:

    Neil Gaiman é um gênio. Não tenho nem que comentar isso.

    Prometo postar algo assim que tiver o tempo um pouco mais livre. Prometo. Mesmo.

  5. Kauê disse:

    Grande Anônimo!
    o.O

  6. Anônimo disse:

    Os anônimos são os melhores 🙂

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