Hulk Esmaga!

Me deixem em paz!

Betty.

Hulk esmaga!

Essas são as únicas falas do gigante esmeralda durante todo o filme O Incrível Hulk, segunda produção do Marvel Studios e segunda aparição do verdão nas telonas nos últimos cinco anos. Até aí, tudo bem, afinal o Hulk nunca foi muito conhecido por ser o cara (ou monstro verde) mais articulado do mundo. Pelo contrário. O que ele sempre soube fazer de melhor foi dar porrada, saltar, fugir e, claro, esmagar. Diferentemente da película de Ang Lee, que em muitos momentos estava mais para drama psicológico do que aventura de super-herói (se é que se pode chamar o Hulk assim), o novo filme (que basicamente ignora o anterior) procura aproveitar isso ao máximo, priorizando sempre a ação. Algumas cenas que se aprofundavam mais nas psiques dos personagens foram, inclusive, sumariamente cortadas (ou esmagadas) na edição final, sobrando pouco mais que o básico para que se possa entender a história.

O Incrível Hulk é um filme simples, sem grandes reviravoltas, por vezes até um tanto previsível, com uma trama um tanto batida. Bruce Banner procurando uma cura, fugindo dos militares, sendo obrigado a usar o Hulk para conter uma ameaça maior. Já se viu esse tipo de coisa bem mais de uma vez nos quadrinhos. Mas o que poderia ser um grande ponto fraco da produção é usado a seu favor. A película do diretor Louis Leterrier se atém ao básico, não inventa muito, não tenta explicar demais as coisas, não perde tempo com psico-baboseiras (Ang Lee, alguém?). Nela, o Hulk esmaga! E o resto é resto.

Hulk lutando dentro de uma fábrica de sucos no Brasil e usando o “cenário” como arma. Hulk usando destroços metálicos como escudo e, em seguida, como projéteis. Hulk enfrentando um militar com o soro do supersoldado correndo nas veias. Hulk batendo as palmas das mãos a fim de criar vento suficiente para apagar as chamas da explosão de um helicóptero. Hulk na brutal batalha final contra o Abominável. E que batalha! Provavelmente, uma das melhores cenas de luta do cinema nos últimos tempos e, certamente, a melhor luta dos filmes recentes baseados em HQs.

No meio tempo, cenas e diálogos que se não são sensacionais, não comprometem. Algumas até emocionam, sem ser piegas. E o elenco, ponto forte do fraco último filme do Hulk, não faz feio neste. Edward Norton é convincente no papel de Bruce Banner. Liv Tyler, linda como sempre, consegue passar bastante emoção atuando como Betty Ross. William Hurt, que tinha a difícil tarefa de fazer o maquiavélico General Thadeus Ross, interpretado brilhantemente por Sam Elliot na película de 2003, tem um desempenho tão bom quanto o de seu antecessor. Tim Roth, por sua vez, retrata com maestria a obsessão de Emil Blonsky pelo poder e pela superação de seus próprios limites no campo de batalha. Os atores brasileiros (ou nem tanto) que aparecem na parte que se passa no Rio de Janeiro, são bem mais ou menos, mas Débora Nascimento é espetacular (esteticamente falando, pelo menos).

As referências aos quadrinhos são diversas e devem agradar (muito) aos fãs. A famigerada cena em que o Capitão América deveria fazer uma breve aparição foi cortada, é claro, mas em um diálogo entre o General Ross e Emil Blonsky é mencionado um certo militar da Segunda Guerra Mundial em que o soro do supersoldado foi aplicado com sucesso. Quando um container com o soro vai ser retirado de uma sala de armazenamento, pode-se ler até o nome do Dr. Reinstein, criador do soro do supersoldado nas HQs. A SHIELD está presente no filme também e o nome de Nick Fury surge em alguns recortes de jornal que aparecem durante os créditos iniciais. Bety Ross tem um relacionamento com um psiquiatra chamado Leonard Samson, coadjuvante de destaque nos quadrinhos do Hulk. Samuel Sterns, maior inimigo do Hulk nas HQs, é outro personagem que está na película. Há uma cena, inclusive, que aparenta ser sua origem como o supervilão conhecido como Líder. Além disso, Stan Lee faz sua melhor participação em um filme da Marvel.

E o melhor de tudo: a Marvel está definitivamente criando um universo interligado nos cinemas. Segundo informações de sites estrangeiros (confesso que não prestei atenção), algumas das armas utilizadas pelas tropas que caçam o Hulk são das Indústrias Stark. E, na última cena do filme, o próprio Tony Stark, interpretado por Robert Downey Jr., aparece, falando ao General Ross que uma equipe está sendo formada. São os Vingadores!!! Mal posso esperar por 2011!!!

Ahn… Bom… Contendo um pouco a empolgação… No final das contas, O Incrível Hulk é muito parecido com o próprio personagem (ou monstro verde) principal: pode não ser dos mais inteligentes, mas é muito bom na hora da ação.

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6 Responses to Hulk Esmaga!

  1. Clarice disse:

    HUmmm!!! Mas tá bonito este blog, hein!! Te mete!

  2. Kauê disse:

    agora só falta alguém lê-lo
    hehe

  3. Clarice disse:

    Divulguem na facul, ora! Divulguem em outros blogs e fóruns, tipo orkut.

  4. Anônimo disse:

    Kauê, como tu é nerd!
    adoro 😉

    coloquei o blog nos meus favoritos aqui da agência 😀
    bjaum

  5. Schossler disse:

    eu que escrevi o post acima 😛

  6. Kauê disse:

    não, tu escreveu o comentário acima
    EU escrevi o post acima =P

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