A volta dos “Sound Chasers”

É com um certo ar de esperança que escrevo este segundo post do dia.
Através do seu site oficial, o Yes confirmou que iniciará turnê de comemoração do 40º aniversário do grupo.

A turnê In The Present estava marcada para começar um pouco antes. Porém, o dadivoso Jon Anderson teve um ataque asmático em junho, e os médicos acharam melhor que o vocalista se preservasse por, pelo menos, seis meses. A princípio, os shows foram cancelados.

Por ora, o grupo vai se virar sem Jon Anderson e sem Rick Wakeman. Este último também foi aconselhado pelos médicos para não fazer longas viagens em turnês, além de estar tocando sua carreira solo. Vai ser substituído no Yes por seu filho, Oliver Wakeman. No caso dos vocais, Chris Squire ficou encarregado disso: achou um vocalista canadense de uma banda tributo do Yes chamado Benoit David. E até Anderson se recuperar (as previsões indicam que ele poderá voltar a cantar já no início de 2009), David estará à frente da cozinha formada por Alan White, Steve Howe e Chris Squire.

O site ProgShine indica uma tendência de que músicas do álbum Drama – cujo vocalista não era Jon Anderson, e sim Trevor Horn – sejam tocadas em shows dessa turnê. De acordo com o site, Squire – único membro que nunca saiu do Yes – tem uma certa simpatia pelo álbum, porém Jon Anderson se recusava a cantar músicas oriundas dele.

Acredito que, sinceramente, se Chris Squire – de quem sou muito fã – fizer uma besteira dessas, vai estar dando um tiro no pé. Nada contra o Drama: é um bom álbum e tem seu valor, ainda mais se levarmos em conta que, assim como hoje, Wakeman e Anderson não mais estavam no grupo, e mesmo assim os remanescentes fizeram um bom trabalho, da altura do Yes. Mas possivelmente esta será a última turnê mundial do Yes, pois a maioria dos membros já atingiu a terceira idade e não possuem mais agilidade e preparo físico para agüentarem viagens e mais viagens por todo o mundo, bem como manter uma postura no palco por duas ou três horas a cada dois dias. Tudo exige preparação, concentração e ensaios. E isso hoje, na idade que os músicos estão, é mais complicado de agregar para uma turnê mundial.

Se Squire fizer isso, vai estar atendendo a um desejo pessoal em detrimento de outras músicas que possivelmente os fãs querem ouvir ao vivo uma última vez. Ele vai ter a coragem de colocar uma Machine Messiah no lugar de uma I’ve Seen All Good People, Roundabout, Yours Is No Disgrace, Starship Trooper, Awaken ou Sound Chaser? Por uma questão pessoal? Acho difícil…

Que ele tome a melhor decisão. O que ele escolher, estará bem escolhido. Até porque, de qualquer forma, se eles vierem para o Brasil, não conseguirei vê-lo da forma que mais queria: de chapéu de barqueiro de gôndolas de Veneza, como ele aparece em um show de 1969 na França, tocando Beyond and Before.
Duvida? Pois confira o vídeo abaixo.

Se bem que o mais engraçado desse vídeo sejam as duas mocinhas apresentando a banda em francês, ambas com vozes engraçadas, e no final gritando “YES!” com a voz mais esganiçada ainda.

Mas buenas, pessoal, o que importa é que o Yes voltou. Iniciará a In The Present no dia 4 de novembro, em Ontário, Canadá.
Torceremos para que passem no Brasil. Será um sonho e tanto para que eu possa realizar.

Abraços a todos.

P.S.: A quem possa interessar, Rick Wakeman lançou um livro onde conta histórias que nunca antes foram contadas em sua carreira. De um homem quem deu um soco no Salvador Dalí no meio de um show, não duvido de mais nada. Ponto importante? Ele vai passar por algumas cidades na Europa para divulgar o livro. Marketing? Está mais do que certo, acredito eu. Vai tocar, vai agradar fãs e vai vender seu livro.
Você pode conferir do que se trata o livro clicando aqui.

P.S.2: Lembrando os desavisados que no vídeo aparece a primeira formação do Yes, que contava com Bill Bruford na bateria, Peter Banks na guitarra e Tony Kaye no teclado, além dos eternos Squire e Anderson.

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5 Responses to A volta dos “Sound Chasers”

  1. Ale Lucchese disse:

    mto bom esse vídeo ein… por incrivel q pareça, esse deve ter sido o figurinista mais ‘clean’ de tds do yes, vai dizer ein fred
    cara, jah me decepcionei tanto com essas voltas do yes q nem me pilho de acompanhar essa. agora, esse livro do wakeman, tomara q editem logo aqui!
    abraço!

  2. Fred disse:

    Bah, nem me fale do figurino do Yes, Lucchese. Evito até de ver vídeos com o Jon Anderson vestido de pai-de-santo e o Rick Wakeman de constelação escandalosa, onde as estrelas são suas lantejoulas penduradas na roupa.

    Também já estava conformado que eles não voltariam mais a fazer uma grande tour – em 2004, rolou tanto boato da vinda deles pro Brasil que quando eles anunciaram no site que a turnê havia acabado, fiquei arrasado. Mas agora eles estão começando de novo, e no mínimo fé a gente tem que colocar pra que eles venham.

    Já o livro do Wakeman, concordo. Tomara que editem logo aqui, e não fiquem na enrolação como está o Ghost Rider, que já tem uns sete anos de existência e ainda não foi traduzido. Pena…

    Abraço.

  3. Diego disse:

    Primeiro, muito obrigado pelo link 🙂

    Segundo, não sei cara, se vc reparar fazem alguns anos que o repertório do Yes não muda NUNCA, são sempre as mesmas músicas e cá entre nós, a banda tem muitos álbuns pra sempre tocar o mesmo repertório sempre. Por exemplo, eu gostaria de ouvir Perpetual Change ou A Venture do The Yes Album, ou a fabulosa Sweet Dreams do Time And A Word, e vou mais além, algo do Big Generator, álbum que eu gosto, e muito.

    Seria bacana 🙂

  4. Fred disse:

    Concordo contigo nesse ponto, Diego. Aliás, sempre quis ouvir muita coisa deles ao vivo do Time and a Word e do primeiro álbum. E também gosto de uma ou outra coisinha do Big Generator e – pasmem! – do Open Your Eyes!

    Mas a gente sabe que, se abrir a boca quanto a isso, acabamos apanhando, né? =p

    Sempre que possível, continuarei visitando o Prog Shine. É difícil encontrar sites especializados em rock progressivo e que estejam atualizados sempre. No meu blog pessoal eu já coloquei o link de vocês.

    Volte sempre, meu velho.

    Abraço.

  5. Diego disse:

    hahaha

    Eu bem sei como é! Você fala uma linha diferente do ‘repertório clássico’ do Rock Progressivo e xiita já cai de pau em cima hahaha

    Fred, é um prazer ter bons leitores no Progshine, até ‘improvisei’ o banner de vocês e linkei ele no site 🙂

    Abraços, passarei sempre por aqui também, vocês tem um blog extremamente interessante.

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