A música pelo mundo – Parte 1

Antes de qualquer texto longo e altamente criticado (lembrem-se das nossas raízes, crianças), quero fazer um grande agradecimento ao amigo Diego, um dos editores da ProgShine, que se lembrou da gente na indicação ao Prêmio Dardos. Desde já, muito obrigado, meu velho.
Gostaria de avisar, também, que assim que entrarmos em consenso, listaremos aqui os 15 sites que indicamos para o mesmo prêmio. Em alguns dias, sairá o post com os nossos preferidos.

Sem mais delongas, já que as férias de faculdade acabaram, vamos ao que interessa.

Responda sem pestanejar: qual seu artista musical africano preferido?
– Ah, é o… Africano?

Não sabe? Tudo bem, vamos facilitar. Na música celta, quem é seu artista preferido?
– Ah, essa é… Celta?

Tudo bem, tudo bem. Que tal mariachis? Ou artistas hindus? Ou um progressivo romeno? Ou…

Vejam quantas variações musicais citamos aqui. E poderíamos citar muito mais.
Música é uma cultura, uma linguagem universal, algo que unifica vários indivíduos, independente da nacionalidade deles. Um japonês pode cantarolar uma canção brasileira sem saber o português e se sentir tocado por ela. Assim como ouvimos o rock britânico e/ou norte-americano, muitos com letras sem sentido, e nos sentimos tocados com as belas melodias ecoadas em nossos fones ou caixas de som.

A bem da verdade, música é produzida a todo e qualquer momento no mundo, e vai continuar assim, até o final dos tempos. A ampla gama de possibilidades em compor música permite isso. O que fica impossibilitado é conhecer todas essas variações culturais da música composta no globo terrestre. Mesmo que a tecnologia tenha ajudado a aprimorar os meios de comunicação e pesquisa de bandas e artistas obscuros, muita gente não sabe nem por onde começar uma procura por esses artistas. Some isso à ampla divulgação de álbuns engendrados por artistas de grandes indústrias fonográficas, tanto em rádios quanto em propagandas e revistas do gênero, e temos aí o pecado mortal do detrimento e rebaixamento desses estilos musicais variados, em prol do cânone de Universais EMIs, BMGs, SomLivres e Orbeats da vida. E a alienação estará armada.

Pois bem, em virtude disso, escreverei durante o mês uma série de posts sobre os mais diversos artistas e bandas musicais espalhados pelos mais obscuros pontos da litosfera social. A princípio, começarei com bandas de rock africanas dos anos 70 (não serão muitas). Depois pretendo partir pelo rock argentino dos anos 80 e 90 (minha linha de pesquisa atual). E depois, veremos.

Pretendo publicar dois posts por semana, um sempre na quarta ou quinta-feira, e outro no final de semana. Essa é uma forma não só de manter uma periodicidade aqui, como também de me regrar em escrever estes posts (sim, estou aprendendo só agora a usar agenda).

Por ora, este post será apenas para avisá-los da ideia e para avisar que ainda estamos vivos, apesar da preguiça em publicar algo novo aqui. Mas como diz o velho ditado, o Cowabanga tarda, mas não falha!

É isso, pessoal.
Até quarta-feira, então, neste mesmo canal!

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2 Responses to A música pelo mundo – Parte 1

  1. Paula disse:

    Fela Kuti!
    Ok, ok. Quando tu começou a falar dos celtas eu fiquei sem resposta… Grande Fred e vida longa ao Cowabanga!

  2. Diego disse:

    Ahhh bicho, muito bom tratar desse assunto, mas é complexo, extremamente, ainda mais em tempos de ‘música free’, eu tenho um HD com 500 Gbs de som, mais os meus 300 lps e 500 cds, e mais alguns DVDs e…. o que eu conheço não é nada, mesmo assim é uma delícia descobrir aquela reliquia que vc jurava que não existia rsrsrs

    Recomendo que vc dê um pulinho em Israel tb 🙂

    E quanto ao prêmio, é merecido 🙂

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