Was it a car or a cat I saw?

Como estamos em clima de retomada de atividades, e como esse clima não combina com posts gigantes que só gente com muita bondade no coração de fato lê até o fim, resolvi marcar o meu retorno ao Cowabanga com um post não apenas curtinho, mas que também aponta para o infinito e além. OK, eu explico. É que, nessa humilde postagem que você lê pacientemente nesse exato momento, vou expor nada menos que três assuntos que renderiam, cada um deles, um post individual –  o que possivelmente aconteça de verdade, num futuro próximo. Não bastasse isso, vou terminar o post juntando milagrosamente todos eles em uma coisa só. E vai fazer sentido! Duvida, infiel? Pois então sigam-me os bons, porque lá vai!

Primeira coisa que merece um post: Weird Al Yankovic. Se você leu esse nome e pensou algo do tipo “tá, mas quem é esse cara?”, saiba que os Espíritos que governam a Cultura Pop estão nesse exato momento gritando FAIL para você. Pois nosso chapa Weird Al é um dos maiores gênios pop que existem, um cara que engole as pérolas e dejetos da indústria cultural e transforma tudo em humor da mais alta qualidade. Mais do que paródias, as músicas e videoclips do cara são reinvenções, releituras engraçadíssimas de sucessos e clássicos da música internacional. Vá no YouTube e procure vídeos como “Like A Surgeon” (versão de “Like A Virgin” da Madonna), “Eat It” (hilária reinvenção de “Beat It” do Michael Jackson) e “The Alternative Polka” (medley onde entra de Nine Inch Nails a Beck e Sheryl Crow) para ter uma vaga ideia de tudo que estava perdendo. Não coloco os links aqui como uma punição a vocês, mesmo – nada de hyperlinks, deixem de preguiça e vão atrás.

A segunda coisa é Bob Dylan. Se nesse momento você pensou “OK, e esse cidadão, quem é?”, então seja bem-vindo, amigo/a recém chegado de Marte. Tentar resumir em poucas linhas um cidadão que, munido apenas de um violão, uma gaita e letras sublimes, reinventou a música popular como a conhecemos e influenciou todo mundo que se possa imaginar, é um exercício absoluto de futilidade – de modo que fica apenas a citação do nome, que a ideia sobre a obra do cara tenho certeza que vocês conseguem concatenar muito bem.

A terceira e derradeira coisa: palíndromos. Vocês sabem, aquelas frases marotas que, lidas ao contrário, resultam na mesma coisa que no sentido normal. “A diva em Argel alegra-me a vida”, “Amor, ata-me, mata Roma!”, “Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!”, essas coisas. Pode parecer uma bobagem sem sentido, mas existem palíndromos em livros, lápides e, vejam só, até no Canal do Panamá! Não é bem cultura pop, mas rende um post bem bacana – quem sabe no meu blog pessoal, talvez (não dava para perder a chance do merchã, me desculpem)…

Por fim, como prometido, o passe de mágica, que atende pelo singelo nome “Bob”. Trata-se (vocês adivinharam) de um clip do Weird Al Yankovic, feito em homenagem a Dylan e parodiando o vídeo de “Subterranean Homesick Blues” (uma obra de arte, a música e o vídeo original). Como as letras de Dylan costumam ser complexas, cheias de metáforas e sentidos ocultos, Weird Al teve uma engenhosa ideia na hora de escrever a letra da sua canção-paródia-homenagem. Percebendo que o primeiro nome de Dylan (Bob) é um palíndromo, Weird Al Yankovic decidiu (arrá!)… Fazer uma letra exclusivamente com palíndromos! O resultado, pleno de genialidade em todos os sentidos, vocês podem conferir abaixo. Com vocês, “Bob”:

Então tá. Por hoje é só, pessoal. Nos vemos por aí, e foi um privilégio ter estado com vocês.

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