E o Oscar vai para – melhor filme

O Cowabanga é pop, gosta de pop e por isso mesmo ninguém aqui tem problemas em admitir que troca tranquilamente um filme iraniano por um arrasa quarteirão estadunidense . Sendo assim, esse post segue a academia e trata dos indicados ao Oscar 2010 ! De quebra ainda ajudar você a chutar melhor no

Bolão COWABANGA! – And the Oscar goes to… (versão EU JÁ SABIA!)

Pra começar, a categoria que mantém todo mundo na frente da telinha (se é que alguém aguenta a cerimônia até o fim): melhor filme.

Avatar

Concorrendo em nove categorias, a aposta obvia de todo mundo é o Dança com lobos no espaço, Avatar. Eles são azuis, eles são grandes e eles vieram para ficar. James Titanic Cameron esperou 12 anos pra filmar essa fábula no espaço, convenceu uma galera a investir no projeto e segurou firme a torcida contra quem afirmava que dificilmente as bilheterias do filme ultrapassariam o 300 milhões da produção. E ele não só ultrapassou como segue nos cinemas dando tchauzinho pros maiores recordes de bilheteria de todos os tempos.

A posição sobre o Ava diverge. Uns amam, outros juram que já viram isso antes. Não em 3D, não no espaço, mas mais ou menos com o mesmo gosto. O fato é que os azuinhos de Pandora e a sua mensagem de paz, amor e vamos cuidar da natureza tomaram de assalto a cultura pop universal com  como há tempos não se via.

Guerra ao terror

Na seqüência da banca de apostas e também com nove indicações uma coincidência que faz os cinéfilos de plantão sorrirem de cantinho: Guerra ao Terror, da diretora e ex-esposa de Cameron, Kathryn Bigelow. O título em português é mais uma demonstração da criatividade dos tradutores brasileiros que conseguiram transformar The hurt locker, algo como “o armário da dor” no já citado guerra ao terror.

Apesar de seguir a onda recente de filmes sobre a guerra do Iraque, Bigelow faz um filme diferente baseado nos relatos reais do jornalista Mark Boal. Ela mantém o pulso firme e mostra o cotidiano da ocupação pelos olhos dos soldados que trabalham kamikasemente desativando bombas deixadas para trás. Os soldados do lado yanque, off course.

Bastardos inglórios

Sem pretensões de critério na ordem de apresentação, seguimos com Bastardos Inglórios, oito indicações e Brad Pitt (ok, quem da o show é o Christoph Waltz, mas o Brad é sempre bacana de olhar). O novo filho de Quentin Tarantino fala de cinema falando de guerra e não deixa de ser uma homenagem a sétima arte. Taranta pega os nazi como pano de fundo e se diverte numa salada de referências com uma trilha sonora do c$%¨&.

Sem querer desaniamr ninguém na hora de votar, mas a academia curte ignorar o Taranta solenemente e é bem provável que ele saia mais uma vez com as mãos abanando. Depois de Pulp Fiction ele vem colecionando indicações mas estatuetas que é bom, necas. Talvez achem o rapaz muito arrogante, talvez não se conformem com o fato dele não ter pretensão nenhuma de fazer uma revisão histórica – apenas de entrar para história do cinema.

Amor sem escalas

Amor sem escalas, que entra nessa com cinco indicações, está pousando no cinema agora mas já tem o meu coração. Argumento 1. George Clooney. Ele faz um executivo cujo trabalho é demitir empregados no lugar dos seus chefes. Ele não tem coração, passa mais horas voando e contando milhas que em terra, mas tem baldes e baldes de charme. Argumento 2. O diretor, Jason Reiman. O moço pode não ter a tarimba bilhetérica de Cameron nem a genialidade do Taranta, mas dirigiu os adoráveis Juno e Obrigado por fumar o que o coloca num patamar deveras confiável. Quem não viu, corre pra locadora – alguém ainda faz isso? – e aproveita. São filmes bacanas com diálogos inteligentes. Algo difícil de achar pelas bandas cinematográficas ultimamente.

A história pode parecer encaixar muito com a crise econômica mundial, mas é baseada num livro de 2001 e no fim trata de um tema universal: pessoas. E enquanto o cinema tratar de pessoas e sentimentos reais, seguiremos pagando ingresso (isso pra não dizer George Clooney, George Clooney, George Clooney!).

Preciosa

Correndo por fora com seis indicações e pra encerrar a nossa etapa Melhor Filme, Preciosa – uma história de esperança. Não precisamos dizer que o acréscimo ao precious foi coisa dos nossos queridos tradutores (um dia ainda faço um post só com essas pérolas).

O filme é baseado na história real de uma garota que foi estuprada pelo pai de quem teve um filho com síndrome de down, maltratada pela mãe e expulsa do colégio aos 16, logo após engravidar de novo do pai. Pra completar, Claireece “Preciosa” Jones é gorda e não sabe escrever. Não, não é uma história das tardes com a Márcia, é uma película holywoodiana. Agora se a vida dela muda ou não eu não vou dizer, que a gente curte pop, não spoiler.

O resto

Como a academia subiu pra dez o número de indicados ainda faltam cinco filmes pra serem explicadinhos, mas vamos ser sinceros. Esse post já tá muito grande e eles não tem chance. Ou alguém aí acha que Distrito 9 (aliens convivendo com humanos em regime de apartheid na África do Sul), Up – altas aventuras (velhinho e criança visitam América do Sul numa casa voadora movida a vento e balões coloridos), Um homem sério (irmãos Cohen), Um sonho possível (Sandra Bullock loira e de franja) e Educação (esse eu não sei nada não) tem alguma chance?

As outras categorias ficam pra outra hora e que a força esteja com vocês!

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