Mamma mia!

05/09/2008

Desde sua memorável entrada no ambiente cibernético dos existentes (não que algo só exista depois de ser criado, mas isso é uma discussão filosófica que vai além da profundidade proposta pelo meu estômago), o COWABANGA! tem a terrível mania de prometer e não cumprir. Pois bem, muitos dirão que isso já é algo inerente à raça humana. Vide os nossos amados candidatos que nos enchem de folhetos inúteis pelas ruas e se enredam cada vez mais em propostas que seus grilinhos falantes enlouquecem gritando aos seus ouvidos: “Você sabe que não vai fazer isso!”.

Por mais que pareça absurdo, nem sempre este aspecto é negativo (CALMA! Não estamos lançando nenhuma candidatura e nem pleiteamos a vaga de prefeito ou vereador!) – pelo menos para um blog de Cultura Pop. Alguns assuntos esperam a hora de serem analisados… outros nascem prematuros. No caso do tema de hoje, quase morreu por falta de contrações suficientes para expelí-lo do útero, mas finalmente veio à luz.

Apesar da comparação possivelmente escatológica, nosso assunto é apreciado pela esmagadora maioria dos componentes da sociedade ocidental. E, ao contrário da política (e creio eu que do parto também), cheira bem! Se a essa hora você já está de saco cheio de ler isso e gritando internamente: “Ma cosa sta dicendo, caspita?!!”, saiba que foi pelo caminho certo! O COWABANGA! (chiquééérrimo) enviou uma correspondente diretamente para a terra do Padrino para tratar de um assunto que envolve muito tomate e muzzarela. Quindi, parliamo della pizza!

Como quase tudo na história do mundo (inclusive o homem), ninguém sabe ao certo quando, onde e como ela surgiu. Adoradores de um lead perfeito surtariam com essa imprecisão, mas dizem por aí que pode ter sido pela Grécia, Egito ou Babilônia… algo entre cinco e seis mil anos atrás. O que importa é que a pizza foi parar na Itália, e depois disso estendeu seus tentáculos pelo mundo. Aliás, será que existe pizza de polvo?

Inicialmente, como muitos dos pratos mais gostosos que comemos, a massinha assada de trigo com água era comida de pobre… a napolitana picea. Não sei como essa concepção mudou (a senhora idosa que foi minha vizinha durante um mês da minha experiência gringa não era tão velha assim e não soube me contar), mas talvez seja por isso que é tão bom comer pizza com as mãos. Herança inconsciente, talvez. O fato é que o prato foi incrementado e hoje existe pizza de quase tudo. Até, sim, polvo. Ao menos creio eu.

No Brasil, a fissura por cobrir a pizza com os mais variados ingredientes é tanta que a gente até se decepciona quando vem aquela com tomate e queijo. Quase ninguém se satisfaz com a famosa Margherita. Estou enganada? Pois na Itália ela é a preferida, e pizza que é pizza precisa só de MUITO molho de tomate (de verdade, não extrato) e muzzarela. É claro que existem coberturas, mas são muito mais comedidas que as daqui.

E o mais legal é o seguinte: se bateu a vontade de mangiare uma bella pizza, você não precisa comprar uma baita circunferência. Vai numa pizzaria que vende pizza al taglio (em pedaços) e escolhe o sabor. Assim é fácil levar Cultura Pop pra casa, né?! Barato e gostoso. Se está sem idéias para a janta, deixe o COWABANGA! te inspirar… Aliás, acho até que vou indicar este post para o programa da Ana Maria Braga. Mangia che te fa benne!!


Fumetti e Bruschettas

28/10/2007

Você já leu fumetti? Já comeu uma bruschetta? Não tem idéia de sobre o que estou falando? Pois, então, vamos a algumas explicações.

Fumetti é como são chamadas as histórias em quadrinhos na Itália. A palavra pode ser traduzida literalmente como “fumacinhas”, uma alusão ao formato dos balões de fala e pensamento das HQs. Já a bruschetta é uma receita italiana típica. Consiste em pão tostado, normalmente com azeite, esfregado com alho e coberto por temperos e ingredientes diversos, como, por exemplo, tomate, manjericão e salame.

Em Porto Alegre, um mesmo local alia o sabor da bruschetta às obras de alguns dos maiores nomes dos quadrinhos europeus. É o Gibi Bar Bruschetteria, que tive o prazer de conhecer na noite passada. Prazer ainda maior graças à bebida de graça (um brinde aos cursos de publicitários que promovem festas nas quais jornalistas bebem sem ter que pagar nada por isso!).

Gibi Bar

O Gibi Bar é uma iniciativa pioneira. Trata-se da primeira bruschetteria e do primeiro bar temático de quadrinhos da capital gaúcha. O lugar é todo coberto de referências aos fumetti, que vão desde quadros com desenhos de grandes artistas até páginas inteiras de HQs gravadas diretamente nas paredes. Mesmo as luminárias são temáticas (contando com imagens de Tex). No balcão, há, ainda, um quebra-cabeça com uma ilustração quadrinhística que você pode tentar montar enquanto o funcionário fecha a sua conta. Além disso, o bar tem um acervo de revistas que podem ser lidas pelos clientes enquanto apreciam suas bruschettas.

Gibi Mini Bruschettas

Por falar em bruschettas, o cardápio é uma atração à parte. Até os nomes dos pratos fazem alusão aos quadrinhos. São sanduíches, saladas e bruschettas com nomes de artistas e personagens famosos. Temos, por exemplo, a Bruschetta Valentina e a Bruschetta Ranxerox. O Gibi Bar inova, ainda, trazendo aos seus clientes bruschettas doces (cujos nomes homenageiam os quadrinhistas Gianluigi Bonelli e Sergio Toppi).

Além de um bom lugar para se comer e beber com os amigos, a bruschetteria serve de espaço para eventos culturais, como encontros literários, lançamentos de HQs ou pequenas feiras de moda. Mas talvez o projeto mais interessante apoiado pelo Gibi Bar seja o curiosíssimo Coletivo Etílico de Desenho Traço Todas Lonely Hearts Club Band.

Convite Traço Todas

O Gibi Bar Bruschetteria fica na Rua Bento Figueiredo, nº 72, Bairro Bom Fim, e funciona de terça a sábado a partir das 19h. É uma ótima opção para os amantes de quadrinhos (principalmente para aqueles que gostam de HQs européias) e para os que buscam um ambiente diferenciado, moderno, original e descontraído.

Gibi Bar

Postado por Kauê